sábado, 6 de abril de 2019

Templos e números versus Formação de discípulos

Um tipo de contradição bastante marcante na atual Igreja Evangélica é a ênfase exagerada sobre os números de membros, os grandes ajuntamentos e as grandes Igrejas, em detrimento do acompanhamento e da formação cristã da fé desses membros. Existe uma preocupação dos pastores e líderes com o desenvolvimento de grandes e visíveis ministérios, e isso revela, na verdade, seus desejos por poder, status e sucesso.
Os valores se invertem. Ao invés de buscarem o sucesso espiritual de suas ovelhas, objetivo básico da vocação pastoral (“com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” – Ef 4.12 e “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” – 2Tm 3.17), tais líderes se utilizam das próprias pessoas que se achegam, para promoção de seus nomes e ministérios.
Uma busca egocêntrica, fanática e alucinante por status dentro do vasto e múltiplo mercado religioso pós-moderno. O sucesso ministerial/vocacional é medido pelo número de membros, pelo tamanho dos templos ou pelos relatórios financeiros satisfatórios. Tornam-se “celebridades do evangelho”, onde a fama e a notoriedade pública parecem ser, de fato, os grandes elementos de suas vocações.
Não é difícil encontrar homens e mulheres preocupados com isso. Basta ligar a TV, num dia qualquer, e comprovar que muitos falam de si mesmos, de seus ministérios, de suas mega-Igrejas, de seus investimentos e, claro, da sua necessidade de financiamentos por parte dos fiéis para a realização dos seus sonhos megalomaníacos, que incluem na lista: canal de TV, Rádio, Revistas, terrenos estrategicamente localizados, etc.
Para esses, que esquecem que crescimento numérico em si mesmo não é prova de saúde da Igreja.
Minha oração é para que o nosso Deus levante pastores compromissados com o cuidado e instrução das ovelhas, que, em vez de viverem encerrados num forte ativismo e isolados em seus próprios ministérios e funções, destinarão tempo para seus relacionamentos, se dedicarão a desenvolver relações mais profundas, e serão capazes de contribuir para o desenvolvimento espiritual dos seus membros e discípulos, como verdadeiros pastores do corpo de Cristo.
“Nos Laços do Calvário!”
Pr. Jorge R Lisboa
<*)))>< Onde a Bíblia não tem voz, não devemos ter ouvidos. – John Trapp

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